Madame, Macho, Menino

Madame gere, macho garante, menino chora.

Domingo, Março 06, 2005

Divergências necessárias

Macho: Tás com cara de caso. Estás a pensar naquilo que disseste há bocado, não é? Acerca das minhas reflexões?

Madame: O Macho bem que podia empregar os seus talentos psíquicos para algo útil, sabia?

Macho: Estás mesmo preocupada, e pelos vistos com razão. Nem reparaste como foi perigoso aquilo que disseste agora.

Madame: Perigoso? Madame ficou confusa, agora. Não está a fazer qualquer tipo de ameaça, pois não?

Macho: Não sejas parva! Sou Macho, não sou otário, essa parte do estereótipo ficou de fora. Estou a referir-me à piada que fizeste, não te parece familiar?

Madame: Familiar...?

Macho: Foi muito semelhante a uma tirada que o Menino teve numa conversa entre vocês. Isso é preocupante.

Madame: Mas... tem toda a razão! Madame tinha razões para estar inquieta! Compreende o que isto pode significar? Não se tratam de meras coincidências!

Macho: Também me parece que não. Quem quer que nos tenha criado não fez um bom trabalho com as nossas personalidades. Não somos tão individuais como pensamos.

Madame: Isto não anuncia nada de bom. Temos de nos esforçar mais, o perigo de perda de personalidade é real. Temos de divergir, mesmo que de maneira forçada. Com o tempo poderemos estar suficientemente distantes para nos aproximarmos em segurança.

Macho: Bem pensado. Alguma sugestão sobre como fazemos isso?

Madame: Madame precisa de pensar durante um momento. O Macho, por seu turno, deve evitar pensar.

Macho: Boa ideia.

Macho