Conforme pediu
As sinceras desculpas de Madame por ter olvidado as suas perguntas, Menino. Vê agora como esta inquietação afecta uma pessoa? Talvez umas compras on-line ajudem, uma passeata num shopping virtual alegra sempre o espírito e acalma os nervos.
Passemos então às suas questões. Como já tinhamos evidenciado, tanto Madame como o Macho têm acesso a conhecimento que o Menino não possui. Este é um dos factos da nossa natureza, a nossa identidade primária, se quiser. Somos todos diferentes e este é um dos pontos em que nos demarcamos. Madame e o Macho não sabem sempre as mesmas coisas, não pode contar só com um de nós para as suas respostas, percebe? Não sabemos de onde vem este conhecimento, mas ele está lá à espera das suas perguntas, não podemos simplesmente dizer tudo o que sabemos porque uma mera tentativa de o fazer seria perigosamente caótica e muito aborrecedora. Se quiséssemos aborrecer os leitores bastariam dois ou três links para sites de novelas mexicanas ou de alguns canais nacionais.
É importante que perceba a forma como estabelecemos contacto com este conhecimento. Somos como amnésicos guiados por uma intuição infalível. Sabemos que sabemos certas coisas, mas esse conhecimento concreto só chega até nós num dado momento. Pode ser quando o Menino faz alguma pergunta ou quando um leitor acerta numa resposta a um desafio. Até lá estamos apenas cientes de que o que precisamos de saber está fora do nosso alcance durante um período indeterminado de tempo. Compreende o quanto dependemos de si e dos leitores? Não há outra forma de aliviar este sofrimento.
Passemos então às suas questões. Como já tinhamos evidenciado, tanto Madame como o Macho têm acesso a conhecimento que o Menino não possui. Este é um dos factos da nossa natureza, a nossa identidade primária, se quiser. Somos todos diferentes e este é um dos pontos em que nos demarcamos. Madame e o Macho não sabem sempre as mesmas coisas, não pode contar só com um de nós para as suas respostas, percebe? Não sabemos de onde vem este conhecimento, mas ele está lá à espera das suas perguntas, não podemos simplesmente dizer tudo o que sabemos porque uma mera tentativa de o fazer seria perigosamente caótica e muito aborrecedora. Se quiséssemos aborrecer os leitores bastariam dois ou três links para sites de novelas mexicanas ou de alguns canais nacionais.
É importante que perceba a forma como estabelecemos contacto com este conhecimento. Somos como amnésicos guiados por uma intuição infalível. Sabemos que sabemos certas coisas, mas esse conhecimento concreto só chega até nós num dado momento. Pode ser quando o Menino faz alguma pergunta ou quando um leitor acerta numa resposta a um desafio. Até lá estamos apenas cientes de que o que precisamos de saber está fora do nosso alcance durante um período indeterminado de tempo. Compreende o quanto dependemos de si e dos leitores? Não há outra forma de aliviar este sofrimento.
Madame

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